O “hiperconsumidor”:
o indivíduo no “capitalismo artista” de Gilles Lipovetsky
DOI:
https://doi.org/10.4013/con.2026.221.03%20Palavras-chave:
Capitalismo. Consumismo. Hipermodernidade. Individualismo. Lipovetsky.Resumo
Gilles Lipovetsky diagnostica o individualismo como o valor ético e cultural predominante e fundamental das sociedades contemporâneas ocidentais. Este artigo tem como objetivo analisar a trajetória e os desdobramentos desse individualismo dentro do pensamento de Lipovetsky em livros como A era do vazio: ensaio sobre o individualismo contemporâneo, de 1983, e A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade de hiperconsumo, de 2006, em especial a maneira como esse valor se consolidou em nosso mundo liberal, bem como explicar o papel decisivo do consumo ao longo desse processo, o qual teria culminado, no entender do pensador francês, na emergência da figura do “hiperconsumidor”, e numa forma específica de organização do capitalismo, marcada por uma crescente “estetização” da vida, fenômeno que Lipovetsky denominou “capitalismo artista” e desenvolveu mais recentemente em A estetização do mundo: viver na era do capitalismo artista, de 2013.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Concedo à Controvérsia o direito de primeira publicação da versão revisada do meu artigo, licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution (que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista).
Afirmo, ainda, que meu artigo não está sendo submetido para outra publicação e não foi publicado na íntegra em outro periódico e assumo total responsabilidade por sua originalidade, podendo incidir sobre mim eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria do mesmo.
Também aceito submeter o trabalho às normas de publicação da Controvérsia acima explicitadas.