Gosto se discute? Dimensões históricas e sociais de expressões contemporâneas do gosto

Autores

  • Carolina Figueira da Costa Universidade de Évora

DOI:

https://doi.org/10.4013/rlah.v8i22.1056

Palavras-chave:

História do gosto, Avaliação sensorial, Bom.

Resumo

A construção histórica do gosto alimentar nos aponta importantes caminhos para pensar manifestações culturais e sociais. Abordamos a interpretação dos alimentos especialmente como expressão cultural, a qual se mostra variável no espaço e no tempo - e que pode ser aprendida, além de transmitir critérios de avaliação. Mas o gosto pensado também como saber é uma avaliação sensorial do que é bom ou ruim, o que expressa um juízo. E esta dimensão do gosto enquanto saber deve ser analisada historicamente. Sobretudo, entendemos que experimentar o gosto de um alimento pode ser considerado um ato tanto cultural quanto natural. Utilizamos, até o momento, obras de dois jornalistas contemporâneos, a saber Carlo Pertini e Michael Pollan, enquanto pessoas públicas centrais para se refletir sobre a história da alimentação no ocidente no passado recente, em especial, em tempos de interconexão “global” cada vez mais intensa.

Biografia do Autor

Carolina Figueira da Costa, Universidade de Évora

Doutoranda em História pela Universidade de Évora, em Portugal, centra sua pesquisa no recorte investigativo do gosto alimentar. Mestre em Alimentação, Fontes, Cultura e Sociedade pela Universidade de Coimbra. Especialista em História e Cultura da Alimentação pela Università di Bologna, na Itália, e Universitè François Rabelais em Tours, na França. Possui licenciatura em História pela Universidade Federal de Ouro Preto. É professora do curso tecnólogo em Gastronomia do Senac MG.

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Publicado

2019-12-28