Entre os lógoi e os mathémata: a crítica hegeliana ao modelo matemático e simbólico na linguagem

Vânia Lisa Fischer Cossetin

Resumo


O sistema filosófico hegeliano vem acompanhado pela sua exposição metódica. Isso não é mera opção do filósofo, mas uma necessidade interna à própria lógica de desenvolvimento do sistema: o Absoluto deve ser apresentado. Nesse percurso, paulatinamente vão se delineando as situações semânticas em relações às quais todo o quebra-cabeça sistêmico vai sendo articulado e, certamente, sem as quais nem o desdobramento fenomênico do espírito até o saber absoluto nem o pensamento puro, enquanto idéia absoluta na Ciência da lógica, seriam possíveis. Exatamente por isso, ele está longe de ser aquela intuição intelectual schellingiana e deve mostrar-se em todas as suas inflexões. O intento central de Hegel, portanto, é a elaboração de um projeto capaz de identificar não somente ser e pensamento, mas, sobretudo, a forma precisa de expressão dessa identidade, uma vez que o sistema da idéia absoluta deve apresentar-se inteligivelmente sem, contudo, estar condicionado por qualquer exterioridade ou contingência. Como e que linguagem poderia estar em conformidade com o pensamento puro e, conseqüentemente, com o projeto de sua exposição? Seria ela uma linguagem precisa e matematicamente articulada ou uma linguagem volúvel o bastante para acompanhar a dinamicidade dialética?


Palavras-chave


Hegel, sistema

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