A resposta empirista-analógica de Hume ao problema da religião natural

Renato de Medeiros Jota

Resumo


Em uma das suas maiores obras, Diálogos sobre a Religião Natural, Hume propõe utilizar critérios tão certos e corretos para a religião quanto aqueles encontrados na filosofia natural. Para isso, ele faz uma análise profunda sobre os pressupostos básicos que fundamentam o conhecimento religioso. Conclui que os critérios religiosos, por não serem comprovados pela experiência, nada significam para a fundamentação de uma religião natural. A intenção de Hume em adotar princípios rígidos para a natureza humana que sejam tão certos e corretos quanto os encontrados na filosofia natural implicaria um problema, porque necessariamente nos levaria a perguntar se estes princípios, por serem tão fortes e dogmáticos quanto os encontrados no âmbito religioso, possibilitaram validar argumentos teológicos. A solução encontrada por Hume acha-se nas analogias do pensamento derivadas da experiência constatada por nossos sentidos. Por conseguinte, a presente comunicação tem como objetivo mostrar que, apesar de Hume não admitir o uso tácito do termo “analogia”, nos mesmos moldes encontrados na tradição, ele se serve várias vezes da analogia, nos Diálogos sobre a Religião Natural, para validar aqueles conhecimentos originados do discurso teológico.


Palavras-chave


Religião natural, Analogia, Natureza humana, Experiência

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