Paixão e interesse natural na investigação de Hume sobre a justiça

André Luiz Olivier da Silva

Resumo


O presente artigo pretende abordar a tese de Hume de que o ser humano não consegue ser indiferente ao jogo da moral e manifesta o seu interesse em relação não só à sua própria ação, como também à ação dos outros, por meio do instinto natural de simpatia e benevolência pelo próximo. A partir dessa observação, pretende-se mostrar como o sentimento de simpatia direciona e se desdobra através das qualidades morais arroladas por Hume, inclusive através das virtudes artificiais, como a justiça. Para tanto, o texto gira em torno de três eixos de argumentação: (1) explicar o sentimento de simpatia e o papel das paixões na formulação dos juízos morais sobre o bem e o mal, destacando que as virtudes morais se formam a partir da utilidade pública; (2) mostrar que a conjectura cética do egoísmo não se sustenta e o interesse pessoal – o “interesse imaginário” – não se constitui como o fundamento exclusivo da distinção moral, destacando que a felicidade dos outros é percebida pela natureza humana como algo agradável ao seu próprio interesse; com o objetivo de, por fim, (3) concluir que, independentemente de qualquer artifício, o ser humano é naturalmente benevolente, e os princípios humanitários se manifestam na sua natureza antes do surgimento do contrato ou até mesmo do senso da justiça.

Palavras-chave


Paixão, Hume, Moral, Justiça, Interesse

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