Para uma biosemântica deflacionária

Conteúdo semântico sem representação

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4013/con.2026.221.09

Palavras-chave:

Biosemântica. Teleosemântica. Cognição. Autopoiese.

Resumo

Desenvolvemos aqui um amplo arcabouço conceitual para lidar com o problema do conteúdo normativo na atividade biológica. Arcabouços conceituais teleosemânticos, como a biosemântica de Ruth G. Millikan, geralmente se concentram nas capacidades representacionais para explicar a natureza do conteúdo semântico. O que propomos aqui é uma biosemântica deflacionária, que dissociará conteúdo normativo de representação, e se sustentará sobre uma versão deflacionária de conteúdo semântico. Argumentamos que a tese do enativismo autopoiético é a tese que melhor cumpre com os pressupostos desta nova biosemântica. Em seguida, defendemos um princípio de demarcação balanceado para atividades cognitivas e não-cognitivas, sustentado em uma abordagem autopoiética, antirrepresentacional das interações significativas entre organismos vivos, o que chamamos de conversação.

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Publicado

2026-05-07

Como Citar

SÃO PAULO, Henri Marcel de Oliveira. Para uma biosemântica deflacionária: Conteúdo semântico sem representação. Controvérsia (UNISINOS) - ISSN 1808-5253, São Leopoldo, v. 22, n. 1, p. 148–167, 2026. DOI: 10.4013/con.2026.221.09. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/controversia/article/view/28410. Acesso em: 11 jun. 2026.

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