Para uma biosemântica deflacionária
Conteúdo semântico sem representação
DOI:
https://doi.org/10.4013/con.2026.221.09Palavras-chave:
Biosemântica. Teleosemântica. Cognição. Autopoiese.Resumo
Desenvolvemos aqui um amplo arcabouço conceitual para lidar com o problema do conteúdo normativo na atividade biológica. Arcabouços conceituais teleosemânticos, como a biosemântica de Ruth G. Millikan, geralmente se concentram nas capacidades representacionais para explicar a natureza do conteúdo semântico. O que propomos aqui é uma biosemântica deflacionária, que dissociará conteúdo normativo de representação, e se sustentará sobre uma versão deflacionária de conteúdo semântico. Argumentamos que a tese do enativismo autopoiético é a tese que melhor cumpre com os pressupostos desta nova biosemântica. Em seguida, defendemos um princípio de demarcação balanceado para atividades cognitivas e não-cognitivas, sustentado em uma abordagem autopoiética, antirrepresentacional das interações significativas entre organismos vivos, o que chamamos de conversação.
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