Hannah Arendt sobre Marx e o marxismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4013/con.2024.201.03

Palavras-chave:

Hannah Arendt. Marx e o Marxismo. Liberdade e Necessidade. Tradição do Pensamento Político.

Resumo

Neste artigo, pretendo analisar alguns pontos centrais que culminam no amadurecimento da reflexão de Arendt em relação ao pensamento de Marx e ao marxismo. Para tanto, será analisado a leitura de Arendt a partir dos excertos presentes em Karl Marx and the Tradition of Western Political Thought, escrito no início da década de 1950, texto que é uma espécie de complementação do The Origins of Totalitarianism (1951) e fazia parte de um projeto pensado por Arendt de escrever um livro sobre os “elementos totalitários do marxismo”. Visto que esse escrito nunca foi finalizado e o esse projeto foi abandonado, considero que a análise desse texto além de esclarecer muitos pontos importantes da crítica de Arendt a Marx e ao marxismo, pode nos servir também de ponte para o seu Magnum Opus The Human Condition (1958). A minha hipótese é de que, na visão de Arendt, a ruptura presente no pensamento de Marx em relação a tradição da filosofia política acontece com base em um tipo de linguagem que é resultado da própria tradição. Portanto, os resultados práticos do pensamento marxiano e dos marxismos seriam consequência da tradição do pensamento político ocidental quando convertido numa práxis radical.

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Publicado

2024-03-27