Memória, experiência e narrativa: do esquecimento à assimilação em Nietzsche

Autores

  • Marcos Machado Doutorando em Filosofia na Universidade Federal do Paraná - UFPR.

Palavras-chave:

Memória, esquecimento, assimilação, dissimulação.

Resumo

Nietzsche, em seu itinerário filosófico, se opôs a certo modo de descrever a história; indicou que a prática da memorização foi instituída na terra por intermédio de um gesto repugnante. Além disso, abordou a relação entre o esquecimento e a assimilação, cujos elementos são imprescindíveis para quem se põe a relatar e interpretar fatos, uma vez que o não esquecimento de determinado episódio, sobretudo traumático, pode ser reproduzido de uma forma que enfraqueça e afete, tanto o narrador – caso o ocorrido, ainda, não tenha sido assimilado – quanto o leitor – se, eventualmente, a narrativa lhe provocar ressentimento –, devido à recordação de um incidente e, essa, por sua vez, pautar a descrição. Neste sentido, o artigo busca investigar a utilidade e a desvantagem, sob a perspectiva nietzschiana, em narrar as experiências pessoais.

Biografia do Autor

Marcos Machado, Doutorando em Filosofia na Universidade Federal do Paraná - UFPR.

Doutorando na Universidade Federal do Paraná - UFPR.

Mestre em Filosofia (PROF-FILO) pela UNiversidade Federal do ABC.

Graduação em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC-Ca,pinas.

Professor na Educação Básica no Estado de São Paulo.

Referências

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Publicado

2020-08-27

Edição

Seção

Artigos