Sentido e referencialidade em Ser e Tempo: uma resposta à crítica de Lafont

Thiago Carreira Alves Nascimento

Resumo


Analisamos a crítica de Lafont segundo a qual o projeto heideggeriano de Ser e Tempo é aporético por pressupor duas teses inconsistentes, quais sejam: a tese de que a compreensão de mundo, dos entes, é relativa a cada abertura de mundo de uma determinada época, sendo, portanto, plural e holista; e a tese de que sentido determina a referência, ou seja, de que o modo como compreendemos os entes determina como e para quais entes podemos nos referir. Mostramos que a argumentação de Lafont falha ao assimilar as concepções fregeana e heideggeriana de designação por meio da noção de signo, invalidando assim sua tese de que Heidegger é um idealista linguístico por defender uma concepção indireta de designação análoga a de Frege.

Palavras-chave


Sentido; Referencialidade; Compreensão do ser; Abertura de mundo; Idealismo linguístico; Ser e Tempo

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