Nietzsche intérprete da agonística grega

Renato Nunes Bittencourt

Resumo


Este texto aborda a influência do espírito de competitividade grega – a agonística – ao longo da obra de Nietzsche, não apenas em seus escritos helenísticos, mas também nas suas obras de maturidade. Pretende-se analisar a importância que o filósofo alemão concede para essa disposição, cuja máxima expressão teria sido alcançada através das obras de Homero, Hesíodo e Heráclito. A agonística preconiza a constante superação de forças entre os homens, tendo como meta o desenvolvimento de obras que possibilitem a afirmação da excelência humana e a superação de uma visão de mundo pessimista, decadente, em prol da afirmação da beleza e da glória, tornando-se, consequentemente, um dos grandes temas da filosofia de Nietzsche: a criação de valores afirmativos da vida através da interação de forças que garantem a vitória contra a inércia e a fraqueza dos instintos vitais.


Palavras-chave


Nietzsche; Competitividade; Criatividade; Justiça; Helenismo

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