Faces da violência: da constituição ao ato

Lao-Tsé Maria Bertoldo (SETREM), Fernanda Cristina Segatto (SETREM)

Resumo


Tematizar a violência torna-se ainda mais pertinente em tempos de manifestações violentas em diferentes domínios da experiência humana. Levando em conta a posição da Organização Mundial da Saúde – que caracteriza a violência como uso intencional de força física ou poder, em forma de ameaça ou na prática, contra outra pessoa, contra si próprio ou contra um grupo/comunidade que resulte, ou possa causar sofrimento, morte e danos – o presente artigo apresenta distinções conceituais que ajudam a promover essa pauta de reflexão. Consideramos oportuno (i) distinguir violência e agressividade, apontando a articulação entre agressividade e intenção agressiva; (ii) situar a questão da violência frente à queda da noção de autoridade; (iii) analisar a violência enquanto sintoma social; (iv) problematizar a passagem ao ato, assim como o funcionamento da personalidade perversa que, por características próprias, é frequentemente associada a manifestações violentas. Em conjunto, essas considerações mostram que a violência é um fenômeno complexo que perpassa a condição humana.

Palavras-chave


Violência; Psiquismo; Social.

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