Da civilização à horda: iluminismo e barbárie no filme “Deus e o diabo na terra do sol”?

Autores

  • Marcio Acselrad Unifor - Universidade de Fortaleza
  • David Leitão Aguiar UNIFOR

DOI:

https://doi.org/10.4013/fem.2011.133.02

Resumo

A modernidade caracteriza-se por produzir um novo campo parasitário em que a alma e os sonhos humanos são transformados emmatéria-prima de um projeto fracassado. Em contraposição a tal sistema, os ativismos socioestéticos dos anos 60 e 70 transbordaramem conflitos e expuseram as crises que colocavam e colocam em risco o projeto iluminista de emancipação da humanidade. Neste quadro complexo, o cinema da época, mais do que manifestação artística ou industrial, foi linguagem preponderante para a vivênciade conflitos, gerando debate para os possíveis caminhos a serem adotados. Em “Deus e o diabo na terra do sol”, filme dirigido pelo baiano Glauber Rocha em 1964, vemos o uso do primitivismo, que teve o explosivo papel de trazer à tona o tabu das propriedades objetivas do Brasil, invisíveis ao projeto civilizatório: a miséria, o despotismo e suas profundas incoerências internas.

Palavras-chave: civilização, iluminismo, barbárie, Deus e o diabo na terra do sol, Glauber Rocha.

Biografia do Autor

Marcio Acselrad, Unifor - Universidade de Fortaleza

Doutor em Comunicação pela UFRJ e Professor Titular da UNIFOR – Universidade de Fortaleza e da FA7, Faculdade Sete de Setembro. Coordenador do Cineclube Unifor e do LABGRAÇA – Laboratório de Estudos do Humor e do Riso. e-mail: macselrad@gmail.com.

David Leitão Aguiar, UNIFOR

Jornalista formado pela Universidade de Fortaleza.

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Publicado

2011-03-03

Edição

Seção

Artigos de Temáticas Livres