Considerações sobre o papel da memória e da percepção em Henri Bergson: A temporalidade e os seus frutos

Autores

  • Lucas Joaquim Da Motta Universidade Federal de São Carlos

Palavras-chave:

Bergson, Matéria, Perceção.

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar como o filósofo francês Henri Bergson relacionou passado e presente e como esta relação é vinculada com os conceitos bergsonianos de percepção e lembrança. Uma vez dado que o corpo vivo é uma imagem, bem como tudo aquilo que o afeta, buscamos compreender como as imagens sobrevivem após serem armazenadas na duração. Logo, elas – enquanto passado – sobrevivem através das lembranças que, por sua vez, são conservadas na memória. Para que tal análise seja desenvolvida, iremos nos deter em três momentos da obra Matéria e Memória: Ensaio sobre a relação do corpo com o espírito, sobretudo no terceiro capítulo, "Da sobrevivência das imagens: A memória e o espírito", a saber: 1) como Bergson expõe as duas formas da memória, ou seja, uma que imagina e outra que repete; 2) a noção do fenômeno da atenção presente no segundo capítulo da obra em questão buscando relacionar atenção, percepção e memória; 3) e, com base na diferenciação entre passado e presente, como Bergson explica introdutoriamente a existência do inconsciente e da conservação do passado, em vista que o filósofo está vivenciando o advento dos estudos psicanalíticos.

Biografia do Autor

Lucas Joaquim Da Motta, Universidade Federal de São Carlos

Departamento de Filosofia

Área: História da Filosofia Contemporânea

Referências

BERGSON, H. Matéria e Memória: Ensaio sobre a relação do corpo com o espírito. Trad. Paulo Neves. 4ª ed. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010. (Biblioteca do Pensamento Moderno)

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Publicado

2021-05-07