As raízes epistemológicas comuns entre modernidade, colonialidade e nacionalismo à brasileira
DOI:
https://doi.org/10.4013/con.2026.221.02Palavras-chave:
Modernidade. Colonialidade. Nacionalismo. Brasil.Resumo
Este trabalho busca identificar as raízes epistemológicas comuns entre modernidade, colonialidade e nacionalismos para, a partir disso, investigar como elas podem ser percebidas nas principais teorias sobre a “questão nacional” produzidas no primeiro século após a independência formal do Brasil. Verifica-se que, no debate político, o sentido do semióforo “nação” é objeto de disputas que se utilizam do nacionalismo como fundamento ideológico capaz de justificar a unidade, e até mesmo a solidariedade, de um povo em determinado território. As expressões nacionalistas comportam, em regra, uma narrativa ligada à temporalidade, isto é, à origem e ao destino da nação. Isso significa que elas, ao mesmo tempo, fazem referência a um momento fundador original e propõem uma tarefa teleológica à nação, a fim de que ela possa contribuir para um suposto desenvolvimento universal e linear da humanidade. A hipótese desta pesquisa, ao final confirmada, é a de que o evolucionismo e o racismo, fundamentos do paradigma epistemológico moderno, eurocêntrico, estão presentes nas principais narrativas nacionalistas brasileiras produzidas entre o século XIX e meados do século XX e parecem ecoar até a atualidade. A partir de uma metodologia bibliográfica e qualitativa, busca-se desenvolver uma pesquisa de caráter interdisciplinar, que busca articular filosofia política, história das ideias e sociologia crítica a fim de propor reflexões de ordem teórico-conceitual.
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