Tempo e Eternidade: Notas acerca do Livro XI das Confissões de Agostinho de Hipona

Autores

  • Arthur da Silva Pinto PUCRS
  • Darlan Lorenzetti PUCRS

Palavras-chave:

Agostinho de Hipona, Alma, Criação, Eternidade, Tempo.

Resumo

O presente estudo tem como objetivo central apresentar uma síntese analítica dos elementos filosóficos desenvolvidos por Agostinho de Hipona no livro XI de sua famosa obra intitulada Confissões. Para tanto, recupera e estabelece para si como central aquela que é, por Agostinho, alocada como a problemática fundamental de seu próprio escrito, isto é, a natureza do tempo e da eternidade. Em um primeiro momento, partindo da noção bíblica de “princípio” inerente ao primeiro versículo do Gênesis, contrapõe o estatuto metafísico do tempo através de sua relação de dependência para com a eternidade. Deste exercício comparativo depreende a aparente impossibilidade de apreensão cognitiva do tempo enquanto realidade ontológica. Em uma segunda seção, o estudo acompanha o percurso metodológico traçado por Agostinho, concentrando-se, portanto, em problematizar o tempo enquanto realidade perceptível e mensurável. Ao trabalhar com as noções de “passado”, “presente” e “futuro”, situa finalmente o tempo não como entidade metafísica, mas como fenômeno que, na perspectiva agostiniana, pode ser caracterizado como uma percepção psicológica, isto é, uma distentio animi.

Referências

Básica

SANTO AGOSTINHO. Confissões. 9. ed. Trad. J. Oliveira Santos; A. Ambrósio de Pina. Petrópolis: Vozes, 1988.

Complementar

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Publicado

2021-05-07