A colonialidade nas relações discursivas escolares: análise crítica da linguagem entre estudantes brasileiros e venezuelanos
DOI:
https://doi.org/10.4013/cld.2025.216.08Palavras-chave:
Língua/linguagem, Análise Crítica do Discurso, ColonialidadeResumo
Este artigo analisa as relações discursivas entre estudantes brasileiros e venezuelanos em uma escola pública da rede estadual de Boa Vista, Roraima, a partir de uma perspectiva decolonial e crítica da linguagem. Inserido em um contexto fronteiriço marcado por intensos fluxos migratórios, o ambiente escolar torna-se espaço privilegiado para observar como a colonialidade do ser, do saber e do poder se manifesta nas interações cotidianas, especialmente por meio da linguagem. A pesquisa possui abordagem qualitativa, com base na observação participante, entrevistas com estudantes e professores e registros de sala de aula. A análise segue os fundamentos da Análise do Discurso Crítica, apoiando-se em autores como Orlandi (2010), Reguera (2008) e Pêcheux (2016), articulados às contribuições do pensamento decolonial latino-americano. Os resultados apontam para a reprodução de práticas discursivas racializadas e xenofóbicas, muitas vezes naturalizadas como brincadeiras, que reforçam hierarquias identitárias e a negação da alteridade. Conclui-se que é urgente uma práxis pedagógica comprometida com a escuta, o diálogo e o reconhecimento das diferenças, de modo a promover relações mais horizontais no espaço escolar
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