ENTRE O GUAÍBA E O TÂMEGA
A CRÍTICA DO LUGAR NOS MUSEUS DE ÁLVARO SIZA
DOI:
https://doi.org/10.4013/arq.2026.221.05Palabras clave:
Álvaro Siza, Museus contemporâneos, Permanência moderna, Crítica do lugar, Arquitetura contemporâneaResumen
Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves, configuram-se como obras paradigmáticas da arquitetura de Álvaro Siza no século XXI. Mais do que abrigar acervos de artistas modernos, esses museus evidenciam a permanência crítica de fundamentos do Movimento Moderno reinterpretados a partir do lugar. Em contraste ao efeito Bilbao e à lógica da arquitetura-espetáculo, Siza formula projetos que recusam o ícone midiático e afirmam a centralidade da experiência espacial, da tectônica e do território. A pesquisa adota metodologia comparativa e crítica, baseada em revisão bibliográfica e análise projetual, para examinar convergências e diferenças: monumentalidade introspectiva e percurso labiríntico no Guaíba; linearidade horizontal e integração paisagística no Tâmega. Argumenta-se que, ao enraizar a arquitetura no lugar, Siza projeta alternativas contemporâneas às tensões entre globalização e identidade, evidenciando a atualidade da permanência moderna como estratégia crítica.
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