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  • Call for Papers Special Issue - Communication in the Age of Artificial Intelligence: From Neoliberal Ideology to Data Colonialism

    2022-02-22

    Communication in the Age of Artificial Intelligence: From Neoliberal Ideology to Data Colonialism

    Guest editors:

    Claudia Nociolini Rebechi (Federal University of Technology – Parana - UTFPR)

    Nick Couldry (London School of Economics and Political Science)

    Roseli Fígaro (University of Sao Paulo - USP)

    Syed Mustafa Ali (The Open University)

     

    Call for Papers 

    There is no doubt that communication has become a fundamental aspect of productive forces in the current context of digital technologies. Communication is a time-space relationship that can be and has been mediated by language. Time-space has always been a matter of contestation in the logic of the organization of life in human societies. Overcoming distances and controlling time are at the heart of our concerns. The concept of development is linked to the human capacity for agility in the production, circulation and distribution of goods and knowledge, and depends on the control of time-space.

    With this in mind, time-space is a socio-historical notion that is at the heart of human culture. The wheel, the navigation, the press, the steam engine, the train, the plane, the telegraph, the cinema, and the internet have at their core the same principle: to approach, communicate, exchange, circulate, produce and deliver.

    The codes of digital technologies are based on time-space compression. Language as an objective aspect of the human capacity to symbolize, represent, plan, and create has a robust base in the digital age, dependent on ores, optical fiber, cables, plastic, glass, water etc. At the same time, the mathematical phrases and instructions - including those instructions tied up with what is referred to as "artificial intelligence" (AI) - are the symbolic elements that have become tools for organizing, managing, and controlling time-space and everything that is or can become digitalised.

    In this second decade of the 21st century, we are faced with mounting challenges. The capacity of infrastructure favors the creation of large companies that offer us the dimension of instantaneity, connectivity, transparency and sharing. In return, these companies extract our data. The logics of financial capital and platform companies have in the data flows equivalents of gold, silver, and oil mines - that is, an inexhaustible supply of wealth as long as there is life.

    Controlling this wealth in the context of a new geopolitics challenges national states. Plurilateral global governance bodies are also challenged. Unemployment grows and the gap between rich and poor has never been greater. Science creates and capital appropriates: from the right to vaccines to internet access, inequality advances. The responsibility for solving these problems has been foisted on the individual who must be an entrepreneur, overcome difficulties, be resilient, and exercise individual freedom to choose the right, the best, and compete to occupy the podium of the successful.

    What communication is this? What is this development? What science is this? What barbarism is this? What to expect from the future? Future is another dimension of time to be controlled, another portal to be supplanted by technoscience. The future that promises long life, perhaps eternal youth, space travel, other worlds. Science fiction or the future of science? There are so many possible questions.

    Oppression, exploitation and expropriation are constitutive elements of contemporary capitalism intensely integrated into the development of systems called "artificial intelligence". Human life, in this context, is considered a valuable source of data extracted, controlled and manipulated by powerful corporations for the purpose of serving their own economic and political interests. The practices of transforming human experiences into data are advancing rapidly, promoting evident asymmetries of capital. Forms of resistance to this phenomenon, however, are possible and can offer alternatives that promote the common good, citizenship and democracy.

    This special issues aims to bring together research and studies focused on the interrelationship of communication, technology and society and that contribute to this debate. We indicate some topics for the development of articles:

     

    ·  Communication in the age of artificial intelligence;

    ·  Algorithms, information control and public communication;

    ·  Artificial intelligence, control and privacy;

    ·  Materiality of work and artificial intelligence; 

    ·  Artificial Intelligence, techno-science and neoliberalism;

    ·  Algorithmic oppression and digital labor;

    ·  Decolonial perspectives on platform studies;

    ·      Artificial intelligence in the workplace;

    ·  Algorithmic bias and structural racism;

    ·  Feminist perspectives in the context of artificial intelligence;

    ·  Artificial intelligence and gender equality;

    ·  Artificial intelligence governance, ethics and policies.

     

    TIMELINE

    April 15 -   Closing date for submission of  500-word abstract - revistafronteiras@gmail.com

    May 15 - Invitations to submit full-length papers 

    August 31 -  Deadline for submitting full-length papers (5,000-8,000 words)

    December 2022 -  Publication of special issue

    Saiba mais sobre Call for Papers Special Issue - Communication in the Age of Artificial Intelligence: From Neoliberal Ideology to Data Colonialism
  • Chamada Dossiê Comunicação na Era da Inteligência Artificial: da ideologia neoliberal ao colonialismo de dados

    2022-02-22

    Comunicação na Era da Inteligência Artificial: da ideologia neoliberal ao colonialismo de dados

    Editores convidados:

    Claudia Nociolini Rebechi (Universidade Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR)

    Nick Couldry (London School of Economics and Political Science)

    Roseli Fígaro (Universidade de São Paulo - USP)

    Syed Mustafa Ali (The Open University)

     

    Não há dúvidas de que a comunicação se converteu em aspecto fundamental das forças produtivas no atual contexto de tecnologias digitais. A comunicação é uma relação tempo-espaço mediada por linguagens. O tempo-espaço sempre foi uma questão de embate na lógica da organização da vida das sociedades humanas. Ultrapassar as distâncias e dominar o tempo estão no centro de nossas inquietações. O conceito de desenvolvimento é atrelado à capacidade humana de agilidade de produção, circulação e distribuição de bens e conhecimento, e depende do controle do tempo-espaço.

    Tendo isso em vista, o tempo-espaço é uma noção sócio-histórica que está no cerne da cultura humana. A roda, a navegação, a imprensa, a máquina a vapor, o correio, o trem, o avião, o telégrafo, o cinema e a internet têm no âmago o mesmo princípio: aproximar, comunicar, trocar, circular, produzir e entregar.

    Os códigos das tecnologias digitais têm como base a compressão tempo-espaço. A linguagem como aspecto objetivo da capacidade humana de simbolizar, representar, planejar e criar tem na era digital uma base robusta, dependente de minérios, fibra óptica, cabos, plástico, vidro, água etc. Ao mesmo tempo, as sentenças matemáticas, as ordens e as instruções - incluindo as instruções vinculadas ao que é chamado de "inteligência artificial" (IA) - são os elementos simbólicos que se tornaram ferramentas de organização, gestão e controle do tempo-espaço e de tudo que é ou pode se tornar digital.

    Nesta segunda década do século XXI, estamos diante de muitos desafios. A capacidade de infraestrutura propicia a criação de grandes empresas que nos oferecem a dimensão da instantaneidade, da conectividade, da transparência e do compartilhamento. Em troca, essas empresas extraem nossos dados. As lógicas do capital financeiro e de empresas plataformizadas têm os dados como equivalentes a minas de ouro, de prata, de petróleo, ou seja, é uma riqueza inesgotável enquanto houver vida.

    Controlar essa riqueza no cenário de uma nova geopolítica desafia os Estados nacionais. Os órgãos plurilaterais de governança global também são desafiados. O desemprego cresce e o fosso entre ricos e pobres nunca foi tão grande. A ciência cria e o capital se apropria: do direito às vacinas ao acesso à internet; a desigualdade avança. A responsabilidade de resolver esses problemas foi imposta ao indivíduo que deve ser empreendedor, superar dificuldades, ser resiliente e exercer a liberdade individual de escolher o certo, o melhor e concorrer para ocupar o pódio dos bem-sucedidos.

    Que comunicação é essa? Que desenvolvimento é esse? Que ciência é essa? Que barbárie é essa? O que esperar do futuro. Futuro é uma outra dimensão de tempo a ser controlada; mais um portal a ser suplantado pela tecnociência. O futuro que promete vida longa, talvez eterna, juventude, viagens espaciais, outros mundos. Ficção científica ou o futuro da ciência? Tantas são as questões possíveis.

    Opressão, exploração e expropriação são elementos constitutivos do capitalismo contemporâneo intensamente integrados ao desenvolvimento de sistemas da chamada "Inteligência Artificial". A vida humana, neste contexto, é considerada uma fonte valiosa de dados extraídos, controlados e manipulados por poderosas corporações com o propósito de servir aos seus próprios interesses econômicos e políticos. As práticas de transformação de experiências humanas em dados avançam velozmente, promovendo assimetrias do capital evidentes. Formas de resistência e enfrentamento a esse fenômeno, no entanto, são possíveis e podem oferecer alternativas que promovam o bem comum, a cidadania e a democracia.

    Este dossiê objetiva reunir pesquisas e estudos focalizados na inter-relação comunicação, tecnologia e sociedade e que contribuam para esse debate. Indicamos alguns temas para o desenvolvimento dos artigos:

    · Comunicação na era da inteligência artificial;

    · Algoritmos, controle de informações e comunicação pública;

    · Inteligência artificial, controle e privacidade;

    · Materialidade do trabalho e inteligência artificial;

    · Inteligência artificial, tecnociência e neoliberalismo;

    · Opressão algorítmica e trabalho digital;

    · Perspectivas decoloniais nos estudos sobre plataformas;

    · Inteligência artificial decolonial no local de trabalho;

    · Vieses algorítmicos e racismo estrutural;

    · Perspectivas feministas no contexto da inteligência artificial;

    · Inteligência artificial e igualdade de gênero;

    · Governança, ética e políticas de inteligência artificial.

     

     DATAS CHAVE:

    15 de abril - Prazo para envio de resumos de 500 palavras mais título, cinco palavras-chave e mini-bio dos autores para revistafronteiras@gmail.com

    15 de maio - Resultado do processo de seleção dos resumos. A aprovação nesta fase significa que a proposta está apta para ser apresentada em formato de artigo completo e passar pelo processo de pareceres, podendo ser aceita ou rejeitada. 

    31 de agosto - Prazo para envio dos artigos completos via sistema da revista Fronteiras. As diretrizes estão no site: http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/about/submissions

    Saiba mais sobre Chamada Dossiê Comunicação na Era da Inteligência Artificial: da ideologia neoliberal ao colonialismo de dados
  • Chamada Dossiê Interseccionalidade e Plataformas Digitais

    2021-05-07

    CHAMADA DOSSIÊ INTERSECCIONALIDADE E PLATAFORMAS DIGITAIS

     

    Editoras Convidadas:

    Eloy Vieira (UNISINOS)

    Fernanda Carrera (UFRJ)

    Leila Sousa (UFMA)

    Pablo Moreno Fernandes (UFMG)

     

    Nos últimos anos, a perspectiva interseccional tem ganhado espaço em investigações que se detém a analisar como a discriminação pode ser articulada pelo encontro de duas ou mais estruturas de opressão em diversos ambientes. Indo além do ambiente acadêmico, o conceito tem sido apropriado por movimentos sociais e expresso em discursos, sobretudo a partir de plataformas digitais que congregam desde redes sociais, a aplicativos de comunicação instantânea e serviços. Nestes ambientes, fica evidente como as opressões atravessam e estruturam o cotidiano de muitos sujeitos, transformando as plataformas ao mesmo tempo em ambientes de opressão, como também em ferramentas de mobilização importantes num mundo cada vez mais calcado no digital.

     

    A perspectiva interseccional foi amplamente disseminada pelas ideias da jurista e feminista negra norte-americana Kimberlé Crenshaw, que sistematizou o conceito de “interseccionalidade” em 1989 nos Estados Unidos. No Brasil e alguns anos antes, ainda na década de 1980, Lélia Gonzalez já denunciava os efeitos da dupla opressão do machismo e do racismo na vida de mulheres negras. 

     

    O debate sobre a interseccionalidade e seus efeitos cotidianos encontra nas plataformas digitais terreno fértil para a inclusão de experiências diversas e vivências concretas diante da particularidade de cada sujeito. Analisar e refletir como as plataformas digitais têm emergido como espaços de intenso debate sobre a perspectiva interseccional é o objetivo desse dossiê da Revista Fronteiras - Estudos Midiáticos que se intitula “interseccionalidade e plataformas digitais”.

     

    Neste sentido, sugerimos - mas não exclusivamente - os seguintes tópicos: 

     

    1. Interseccionalidade, cidadania e redes sociais
    2. Feminismos e interseccionalidade em plataformas digitais
    3. Interseccionalidade para além da raça e do gênero
    4. Interseccionalidade e decolonialidade em rede
    5. Masculinidades e interseccionalidade
    6. Táticas, estratégias, invisibilidades e vigilância
    7. Migrações, diásporas e outros deslocamentos
    8. Infraestruturas digitais e interseccionalidade
    9. Articulação política, interseccionalidade e plataformas digitais 
    10. Resistências e enfrentamentos interseccionais em plataformas digitais
    11. Plataformização e affordances no combate a opressões
    12. Interseccionalidade e Globalização
    13. Interseccionalidade e performances
    14. Interseccionalidade e consumo nas plataformas digitais
    15. Políticas de privacidade e proteção de dados
    16. Algoritmos, IAs e plataformização da opressão
    17. Metodologias e Interseccionalidade na prática
    18. Limitações e utopias interseccionais 

     DATAS CHAVE:

    09 de Julho - Prazo para envio de resumos de 500 palavras mais título, cinco palavras-chave e mini-bio dos autores para revistafronteiras@gmail.com

    30 de Julho - Resultado do processo de seleção dos resumos. A aprovação nesta fase significa que a proposta está apta para ser apresentada em formato de artigo completo e passar pelo processo de pareceres, podendo ser aceita ou rejeitada. 

    24 de Setembro - Prazo para envio dos artigos completos via sistema da revista Fronteiras. As diretrizes estão no site: http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/about/submissions



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