Ler “vendo” vozes: a polifonia no discurso

Tânia Maris de Azevedo, Juan José Mouriño Mosquera

Resumo


Pensar a leitura implica necessariamente pensar a construção/produção do sentido via interlocução leitor/texto; pressupõe, de igual forma, pensar que o sentido não se constrói somente a partir do que está explicitamente dito no texto, mas também (e, muitas vezes, principalmente) pelo que está pressuposto, pelo que está sugerido implicitamente no texto. E pensar assim nos faz refletir não apenas sobre a leitura como objeto de aprendizagem na Educação Básica, mas também (e até prioritariamente) como habilidade a ser constantemente desenvolvida por todo e qualquer sujeito conhecedor, mais especificamente, por aquele que tem por profissão ensinar a ler: o professor. Dito isso, a proposta deste artigo é apresentar e exemplificar, por meio da análise de um fragmento do documento introdutório dos PCN, a concepção polifônica do sentido expressa pela Teoria da Argumentação na Língua, que vem sendo desenvolvida pelos semanticistas franceses Oswald Ducrot e Marion Carel. Acreditamos que a polifonia pode contribuir substancialmente para qualificar a leitura em qualquer nível de instrução ou de formação continuada.

Palavras-chave: leitura do professor, polifonia linguística, sentido do discurso, Parâmetros Curriculares Nacionais.


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