A responsabilidade moral em Aristóteles

Jaqueline Stefani (UCS), Marcel André Molon (UCS)

Resumo


Em EN III, Aristóteles apresenta os elementos que compõem uma teoria da ação. A ação é sempre aberta aos contrários sendo, portanto, indeterminada, e será voluntária se o princípio motor estiver no agente e as circunstâncias forem conhecidas. Entretanto, nem toda ação voluntária é deliberada, como nos casos em que se age por ímpeto, de modo passional; no entanto, toda escolha deliberada é voluntária. Mas onde se situa, propriamente, a responsabilidade moral? Basta a voluntariedade da ação ou é necessário que haja deliberação e escolha? Esta pesquisa busca entender tais questões e a relação que há entre a teoria da ação e a virtude. Para tanto, investiga-se a importância da educação correta dos desejos na construção de um caráter virtuoso. A responsabilidade moral, em Aristóteles, parece ser identificada mais plenamente quando há escolha deliberada por parte do agente pois é na escolha que se percebe mais claramente a disposição de caráter, ainda que a voluntariedade da ação já carregue, de certo modo, a responsabilidade moral.

Palavras-chave


Teoria da ação; Ato voluntário; Responsabilidade moral.

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