Ambivalência, complexidade e conhecimento: Bauman e Morin

Daniel Bardini Dirks (Unijuí), Sidinei Pithan da Silva (Unijuí)

Resumo


O artigo tem como objetivo compreender os elementos condicionantes do conhecimento no projeto social da modernidade, analisando os desafios para se pensar a educação escolar na contemporaneidade. Bauman expõe, com base na sua definição do termo ambivalência, que o projeto social da modernidade, na edificação do conhecimento científico na busca por ordem, segregou características como: a desordem, o acaso, a dúvida e a possibilidade do erro. Porém, Bauman entende a ambivalência como uma desordem linguística inerente aos sujeitos e parte constante na tentativa de compreensão e (re)significação do conhecimento. Ao dialogar com Morin sobre a teoria da complexidade, encontra-se no princípio dialógico uma possibilidade de superação do que o autor denomina como a “cegueira do pensamento simplificador”. Esse princípio busca congregar a ambivalência com a integração entre a ordem e a desordem na busca da (re)organização e da (re)significação do conhecimento. Por fim, ao pensar a relação entre a ambivalência, a complexidade e o conhecimento, o presente texto repensa o cenário educacional contemporâneo. A conjectura aqui estabelecida é que a educação escolar necessita religar os diversos saberes científicos, incentivando, assim, à reflexividade dos sujeitos acerca da complexidade e provisoriedade do conhecimento, proporcionando espaços de diálogo e entendimento para enfrentar os dilemas e as contradições de um mundo globalizado.

Palavras-chave


Ordem; Desordem; Pensamento Complexo; Educação.

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