O conceito de pessoa e a sua extensão a animais não-humanos

Sandro de Souza Ferreira

Resumo


Somos pessoas. Com Kant, afirmamos ser portadores de dignidade e reivindicamos respeito. Como ser racional que sou, afirmamos, sou uma pessoa. Como pessoa, constituo um fim em si mesmo. Não posso ser utilizado como simples meio. Como pessoa, compreendo uma dignidade e, assim, não tenho preço. Assim está posto, e parece, realmente, que assim está bem posto. Hoje, dois séculos depois de Kant, a linguagem da filosofia moral assimilou seus ensinamentos e nos reafirma possuidores de dignidade e merecedores de respeito. Na linguagem jurídica, a compreensão de uma "dignidade da pessoa humana" está presente em praticamente todas as Cartas constitucionais. Os cidadãos assimilaram o linguajar e também proclamam dignidade e exigem respeito. Tudo parece muito claro, e chegamos a estar convencidos de que assim realmente é e de que assim, realmente, deve ser. Nossa compreensão de dignidade e respeito, porém, se turva, quando um filósofo como Peter Singer afirma que alguns animais não-humanos como chimpanzés, golfinhos e, quem sabe, até porcos, são pessoas. Nossa dignidade, pensamos, está comprometida. O respeito que reivindicamos, devemos compartilhá-lo.


Palavras-chave


animais não-humanos, pessoa, Locke, Singer, MacIntyre

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