Da ética do indizível ao dizível: um percurso possível

Rudimar Mendes, Mário Fleig

Resumo


O presente artigo discute a oposição e o entrecruzamento entre as proposições éticas de Ludwig Wittgenstein (1889-1951) e de Jacques Lacan (1901-1981). Partindo da análise do que denominamos a ética do indizível enunciada no Tratactus logico-philosophicus (1921) em seu último aforismo: “Sobre o que não se pode falar, sobre isso deve-se calar”, propomos que o silêncio estaria representado pelo espaço entre o dito e o não-dito. Já para Lacan, com base no que afirma em L’étourdit (1973), “Que se diga fica esquecido atrás do que se diz no que se ouve”, se a função da psicanálise é fazer ouvir a verdade, então ela se confronta com dois pólos: o indizível representado pelo Real que, em vez de ter que se calar leva o sujeito a ter que dizer, mesmo que seu dizer fique esquecido. Denominamos esse contraponto lacaniano como sendo a ética do dizível, tributária, como a ética wittgensteiniana, da impossibilidade de tudo enunciar.

Palavras-chave


ética, silêncio, linguagem, Lacan, Wittgenstein

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