A condição animal na filosofia de Tomás de Aquino

Sandro de Souza Ferreira

Resumo


A questão animal permeia a história da filosofia, mas como tema marginal. O animal sempre acorreu à filosofia para servir de ponto de apoio a partir do qual se ergue a humanidade do homem. A condição do animal, então, é a de testemunha da dignidade do homem. No pensamento de Tomás de Aquino, a questão da animalidade não vai destoar desse quadro. Os animais ocupam espaço no mundo para alcançar conforto, segurança e alimento ao homem. Há, por ordenação divina, um escalonamento dos seres segundo a perfeição de cada um, partindo-se da vida em seu estágio mais elementar, passando-se aos animais e, depois, ao ápice da escala: o homem. O espaço que cada ser ocupa na escala de perfeição repercute no plano moral e a proteção respectiva é reservada apenas ao último estágio. O objetivo deste texto é, justamente, expor e analisar a forma como o aquinate pensou a questão animal. Parte-se da exposição daquela que é apontada como a pedra angular do pensamento tomásico: o homem como animal racional, social e político. Depois, analisam-se a matriz teórica da construção de Tomás de Aquino – o creacionismo – e as suas repercussões na seara moral – o perfeccionismo.

Palavras-chave


Animais, Tomás de Aquino, moral

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