O perspectivismo da experiência perceptiva e a relação entre corpo e alma em Merleau-Ponty

Rodrigo Alvarenga

Resumo


Contra a ideia de que os objetos são algum tipo de causa da percepção, Merleau-Ponty considera que o perspectivismo da experiência perceptiva não remete a uma deformação do real, no sentido de uma limitação relativística do conhecimento. Apesar da irredutibilidade do mundo vivido, a apreensão por perfis é uma de suas manifestações possíveis, ou seja, a perspectiva de um determinado objeto é o próprio objeto, o que não significa ignorar sua transcendência. O perspectivismo da experiência perceptiva conforme absorvido pela consciência ingênua vai contra o empirismo no sentido que não se trata de uma relação exterior vinculada a certos estados de consciência e, contra o intelectualismo, na medida em que a noção geral obtida do objeto não é uma composição de representações judicativas. A questão é tentar explicar como ocorre a percepção do objeto uma vez que somente se possui dele um perfil, de um modo que fuja a lógica associacionista pela qual haveria algum tipo de ação causal da coisa em relação ao sujeito e, que também não seja a maneira intelectualista de um composto de representações mentais a partir de uma das faces percebidas do objeto.

Palavras-chave


Experiência perceptiva; Corpo; Alma

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