Bergson e o paralelismo mente-cérebro

Eberth Santos, Adelheit Litzinger Chiaradia

Resumo


Em O cérebro e o pensamento: uma ilusão filosófica, Bergson propõe um escrutínio da tese do paralelismo psicofisiológico. Esta tese, presente na moderna história da filosofia, garantiria um tipo de equivalência entre estado psíquico, o pensamento, e sua contrapartida fisiológica constituída pelo estado cerebral. Bergson traduz esta equivalência da seguinte maneira: a consciência não nos diz nada mais do que aquilo que se passa no cérebro; ela apenas o exprimiria em outra língua. Deste modo, estado cerebral e estado psicológico entram em duas séries de fenômenos que se correspondem ponto por ponto, ou ainda, a consciência emergiria dos estados cerebrais, constituindo-se assim como uma espécie de força emergente deste. Como resultado, Bergson declara que esta tese pressupõe uma falácia. A ilusão em questão, diz respeito aos pontos de vista idealista e realista acerca da natureza do mundo e no modo como é possível, ainda que de maneira ilegítima, passar de uma metafísica idealista para uma realista, e vice-versa, sem disso se aperceber.

Palavras-chave


paralelismo psicofisiológico, dualismo corpo-mente, filosofia, psicologia

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