Ontologia como fenomenologia: Merleau-Ponty retilíneo

Jeovane Camargo

Resumo


Qual é o sentido da autocrítica que Merleau-Ponty endereça aos textos dos anos de 1940? Como podemos entender o suposto dualismo que estaria presente naFenomenologia da percepção (1945)? Que espécie de consciência Merleau-Ponty, em 1964, chama de "mitologia"? Em que sentido podemos entender o termo não ser em 1945, o qual aparece como o ponto crucial em que recai a autocrítica de Merleau-Ponty? Ao contrário de alguns comentadores que tentam mostrar uma exterioridade entre ser e não ser na Fenomenologia da percepção, tento mostrar que em 1945 ser e não ser são dois nomes para uma mesma noção: a temporalidade, ou expressividade. Dessa maneira, a crítica de O visível e o invisível (1964) recai sobre outro ponto e a Fenomenologia da percepção não pode mais ser lida como simples texto de "psicologia".

Palavras-chave


Linguagem, Ser, Não ser, Corpo, Consciência

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