Aristóteles e Marx: a propósito da determinação do valor

Márcio Egídio Schäfer

Resumo


O presente artigo objetiva discutir o problema da determinação do valor, que é tarefa imprescindível para a realização do intercâmbio, da circulação de mercadorias. Esse problema é formulado em Aristóteles, cuja resposta consiste em postular um metro exterior para mensurar as mercadorias A e B que serão intercambiadas, que é o dinheiro. Assim, para o filósofo grego, as mercadorias não possuem uma substância, uma essência que possibilite igualá-las. Marx, por seu turno, na esteira da economia política moderna, vai propor uma alternativa radicalmente distinta para a determinação do valor. Agora, as mercadorias não mais são comparadas em função de um metro exterior, mas a partir de uma essência comum, que desde os economistas clássicos é posta no trabalho, no tempo de trabalho investido em sua produção. Enfatiza-se sobre esse aspecto a inversão que ocorre na modernidade, na qual a subjetividade tem primazia. Desse modo, assim como outrora Lutero o havia feito na religião, agora se faz na economia política: o valor das mercadorias é determinado em função da subjetividade humana, objetificada através do trabalho.

Palavras-chave


Aristóteles, Subjetividade, Marx, Valor, Mercadoria

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