Aproximações entre a teoria da justiça de Aristóteles e a teoria da justiça como equidade em John Rawls

Guilherme de Oliveira Feldens

Resumo


Os gregos legaram um conceito metafísico e ético-político de justiça. O primeiro tratamento sistemático dado ao tema da justiça foi o de Aristóteles, no livro V da Ética a Nicômaco. O sentido e as formas de justiça definidas nessa obra não sofreram grandes variações ao longo da história do pensamento ocidental, sendo ainda hoje ponto de referência para a determinação e o entendimento do justo. O presente artigo pretende, portanto, confrontar criticamente a teoria da justiça aristotélica e os principais modelos de justiça contemporâneos, como a teoria da justiça como equidade de John Rawls, e identificar as devidas distinções e similaridades entre os referidos modelos. O objetivo central é procurar identificar influências e proximidades entre o pensamento de Aristóteles e a concepção deontológica e procedimental de justiça em Rawls, demonstrando que Aristóteles não somente influenciou o comunitarismo, como também há aproximações de seu pensamento em relação às modernas teorias liberais. Essa proximidade é notada na definição do ethos, quando o estagirita parte de um juízo moral concreto, nos modos e costumes institucionalizados na sociedade, e da experiência na polis (senso moral da comunidade) para atingir uma norma universal, sendo isso bem semelhante ao que Rawls propõe em sua teoria através do “equilíbrio reflexivo” entre os princípios de justiça e os “juízos ponderados”.

Palavras-chave


Justiça; Comunitarismo; Liberalismo

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