Se o conceito intellectus e ratio greco-medieval de Tomás de Aquino correspondem ao que X. Zubiri chama de apreensão primordial de realidade e apreensões ulteriores de realidade

Autores

  • Marden Moura Lopes UFC UECE

Palavras-chave:

Epistemologia, Metafísica,

Resumo

O objetivo deste artigo é argumentar se e de que modo X. Zubiri se sustenta na tradição filosófica Greco-medieval de Tomás de Aquino ao assumir, na sua teoria da Inteligencia Sentiente, modos de apreensão da realidade, que suscitam um modo primordial de apreensão e modos ulteriores de apreensão do real. A hipótese que orienta nosso artigo é propriamente guiada pela distinção que a Filosofia Clássica e Medieval faz entre intellectus e ratio, os quais seriam imagens teóricas da apreensão primordial da realidade e das apreensões ulteriores da realidade, caracterizando o seguimento inconteste de Zubiri à elaboração em jogo. Para tanto, nosso artigo se divide em três momentos a fim de elucidar a problemática: 1- apresentar o que X. Zubiri entende por apreensão primordial de realidade e apreensões ulteriores de realidade; 2- como Tomás de Aquino, na questão 79 da Suma de Teologia, articula a distinção grega de intellectus e ratio; 3- indicar se e como Zubiri assume a distinção em jogo.

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Publicado

2020-12-30

Edição

Seção

Artigos