O conceito de escravidão na Política de Aristóteles: um problema metafísico ou político?

Autores

  • Matheus Jeske Vahl (UFPel) Universidade Federal de Pelotas

Palavras-chave:

Escravidão, Natureza, Política.

Resumo

O presente artigo, de caráter introdutório, não visa emitir um juízo de valor sobre o conceito de escravidão em Aristóteles, mas elucidar pontos nevrálgicos de sua teoria, cuja influência na história do pensamento, sobretudo, no período da colonização europeia na América será notável. O conceito aristotélico encontra seu fundamento em uma “lei natural” que fundamenta a realidade e da qual dependem as ações políticas, por isso, na obra aristotélica encontramos mais uma descrição acerca do tema do que um debate propositivo. O tema ganha envergadura política unicamente na medida em que versa sobre a organização econômica básica que mantém a vida na polis, a oikonomia, onde baseando-se no critério básico do “nível de racionalidade”, o autor apresenta o escravo como um utensílio animado cujo fim é a ação produtiva.

Biografia do Autor

Matheus Jeske Vahl (UFPel), Universidade Federal de Pelotas

Realizei minhas graduações em Filosofia e Teologia na Universidade Católica de Pelotas, tornei-me mestre pela Universidade Federal de Pelotas onde defendi dissertação sob o tema: "fundamentos da ética em Agostinho" sob orientação do professor Dr. Sérgio Strefling. Em 2015 ingressei no doutorado da PUC/RS com o tema: A dinâmica da justiça na obra de Agostinho", sob orientação do Prof. Dr. Roberto Pich, com quem trabalhei na pesquisa sobre a Filosofia Colonialis. Em 2016 regressei ao doutorado da Ufpel com o mesmo projeto de tese.

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Publicado

2016-12-12

Edição

Seção

Artigos