Senso comum e normatividade: aproximações entre Hume e Kant

Bruno Martinez Portela (UFSM)

Resumo


O presente artigo tem por objetivo mostrar alguns pontos de aproximação entre Hume e Kant, particularmente alguns desencadeamentos da crítica de Immanuel Kant contida na primeira seção da Fundamentação da Metafísica dos Costumes endereçada às teorias empiristas da moral, a saber, sobre inabilidade de uma teoria empirista arcar com um sistema normativo que estabeleça leis morais absolutas. Defendemos aqui que essa crítica não tem consequências graves para a filosofia moral de David Hume, uma vez que o filósofo escocês lança mão de uma noção de obrigação moral propositalmente destituída do rigor de um dever absoluto. Portanto, a normatividade de uma teoria moral em termos humeanos, conforme sugerimos, não deve ser expressa em forma de lei, estritamente. Se isso é correto, a própria Lei de Hume - que veta a possibilidade de deduzir um deve de um é - parece compatível com a crítica kantiana acima mencionada.


Palavras-chave


Hume; Kant; Normatividade.

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