O fim final da imaginação: sobre a relação entre ideal moral e reflexividade na Crítica de Immanuel Kant sobre o Poder do Juízo

Autores

  • Moran Godess Riccitelli Tel-Aviv University

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2017.182.05

Resumo

Um dos principais dilemas que surge no contexto do ideal moral de Immanuel Kant, O Bem Supremo, é que, por um lado, Kant o define como uma demanda moral, isto é, como um princípio que deve ser compreendido como um fim possível para o homem na prática enquanto, por outro lado, é definido como um ideal moral, ou seja, como algo que não pode ser concretizado e realizado dentro do mundo empírico. O objetivo principal deste artigo é argumentar pela realizabilidade do ideal moral por meio do princípio do juízo reflexivo como uma forma de julgamento que de fato esclarece a limitação humana. Afirmo que o próprio reconhecimento dessa limitação constitui a possibilidade da esperança neste ideal, ou para alcançá-lo, e que essa luta é a única maneira de concretizar o ideal moral. Examino o reconhecimento do homem da auto-limitação como uma resposta à demanda moral para realizar o ideal moral e a necessidade do poder da imaginação para isso, usado de forma reflexiva.

Palavras-chave: cultura, fim final, bem supremo, esperança, imaginação, Kant, juízo moral reflexivo ideal, fim último.

Biografia do Autor

Moran Godess Riccitelli, Tel-Aviv University

Moran Godess Riccitelli, PhD

School of Philosophy

Tel-Aviv University

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Publicado

2017-10-31

Edição

Seção

Artigos