Auto-organização e autonomia: emergência de graus de liberdade em sistemas dinâmicos

Autores

  • Teodor Negru Radboud University, Nijmegen, The Netherlands

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2016.172.05

Resumo

Abordada do ponto de vista dos processos básicos que constituem a auto-organização dos sistemas vivos, autonomia significa geração de identidade e unidade mínima de um sistema, como consequência da autoprodução de componentes internos e processos de um organismo, auto-regulação de suas variáveis internas e auto-sustentação de seus recursos internos. No entanto, um sistema vivo é também um sistema dinâmico, o que significa que o surgimento da identidade e a unidade do sistema é inseparável da geração de seus graus de liberdade. Estes graus de liberdade têm diferentes níveis de complexidade, dados pelos padrões multidimensionais que os instanciam, oferecendo várias alternativas para responder à perturbação ambiental. Do ponto de vista da multidimensionalidade dos graus de liberdade de um sistema vivo, que depende do grau de auto-organização e complexidade do organismo, pode-se distinguir três tipos de autonomia: autonomia mínima ou básica, autonomia sensório-motora e autonomia forte. Dito isto, a autonomia depende das capacidades operado organismo de aceder a alguns graus de liberdade de maior complexidade, de aumentar os seus graus de liberdade através do seu acoplamento com o ambiente, como resultado das suas capacidades corporais, e de controlar e monitorizar conscientemente seus graus de liberdade, como resultado de suas habilidades cognitivas de ordem superior.

Palavras-chave: auto-organização, autonomia, graus de liberdade, sistema dinâmico, sistema autopoiético.

Biografia do Autor

Teodor Negru, Radboud University, Nijmegen, The Netherlands

PhD Researcher

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Publicado

2016-08-30

Edição

Seção

Artigos