A “questão da existência” no Poema de Parmênides

Autores

  • José Gabriel Trindade Santos Universidade Federal da Paraíba; Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2012.132.06

Resumo

O texto estuda o uso do verbo grego ‘ser’ por Parmênides com vista ao estabelecimento do conceito de ‘ser’ pelos pensadores por ele influenciados. Foca a noção de ‘existência’ tentando avaliar a correcção do nosso uso do verbo ‘existir’ para traduzir o verbo grego ‘einai’ no Peri physeôs. Baseado em considerações de ordem cognitiva, Parmênides avança a sua tese sobre a impossibilidade de conhecer “o que não é” (B2.5-8a) visando estabelecer “o que é” como “o que há para pensar” (B2.2; B8.15-18), para permitir a identidade de “pensar” e “ser” (B3; B8.34). Se, ao longo do argumento da Via da Verdade, Parmênides lê a existência como um pressuposto de “o que é”, mas nunca como um predicado separado, devem ser rejeitadas as leituras existenciais do verbo ‘ser’ nas traduções das expressões que nomeiam os dois caminhos (B2.3; B2.5). 

Palavras-chave: Parmênides, ‘ser’, ‘existência’, einai.

Biografia do Autor

José Gabriel Trindade Santos, Universidade Federal da Paraíba; Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa

Departamento de Filosofia, UFPB, Professor adjunto

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Publicado

2012-05-28

Edição

Seção

Artigos