Do dado ao direito

governança algorítmica, cuidado automatizado e resistência informacional no sul global

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2026.272.13

Palavras-chave:

governança algorítmica; vulnerabilidade; tecnodireitos; cuidado automatizado; resistência informacional

Resumo

A gestão algorítmica da vida transforma a vulnerabilidade em variável operacional, redefinindo o cuidado como triagem técnica e a cidadania como rastreabilidade. Este artigo analisa criticamente os impactos da automação da assistência social em plataformas estatais como o Meu INSS e Auxílio Brasil, explorando como dados pessoais se tornam critérios de elegibilidade e exclusão. A partir de uma abordagem qualitativa, teórica e documental, fundamentada em autores como Foucault (2008), Haraway (2009) e Benjamin (2019), investigam-se os efeitos ontopolíticos, epistêmicos e jurídicos da racionalidade algorítmica. O estudo mapeia ainda práticas insurgentes que reivindicam tecnodireitos e reconfiguram a vulnerabilidade como potência política, com base em iniciativas indígenas, periféricas e contra-informacionais. Conclui-se que a resistência digital no Sul Global aponta para uma nova gramática do cuidado, não baseada na legibilidade técnica, mas na escuta e no comum.

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Publicado

2026-09-15

Como Citar

ANDRADE, Tiago Negrão; GOBBI, Maria Cristina. Do dado ao direito: governança algorítmica, cuidado automatizado e resistência informacional no sul global. Filosofia Unisinos, São Leopoldo, v. 27, n. 2, p. 1–15, 2026. DOI: 10.4013/fsu.2026.272.13. Disponível em: https://revistas.unisinos.br/index.php/filosofia/article/view/28501. Acesso em: 16 set. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Faces da Vulnerabilidade — Justiça, Direitos Humanos e Tecnologias