Ética pandêmica e responsabilidade moral

Uma investigação à luz do debate filosófico sobre ética climática

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2023.242.03

Palavras-chave:

ética pandêmica, ética climática, responsabilidade moral, justiça social, justiça inter-generacional, justiça internacional.

Resumo

A pandemia de COVID suscitou diversas questões morais relacionadas, por exemplo, à vulnerabilidade de populações indígenas frente à nova doença, ou ao comportamento dos Estados mais ricos relativamente aos Estados mais pobres na distribuição de vacinas, ou relativamente à elaboração de protocolos para alocação de recursos escassos tomando-se como critério a idade dos pacientes. Consideradas isoladamente, essas questões dizem respeito a diferentes domínios de investigação da filosofia moral, a saber: o da justiça social, o da justiça internacional, e o da justiça intergeneracional. Até o momento, no âmbito da bioética e da filosofia moral, pouco esforço tem sido feito na tentativa de se mostrar que essas e diversas outras questões moralmente relevantes, discutidas durante a pandemia de COVID, deveriam ser examinadas como pertinentes a um campo distinto de investigação filosófica, ao qual me refiro neste artigo como ética pandêmica. Neste artigo, procuro estabelecer uma estrutura conceitual para a ética pandêmica tendo especialmente em vista a discussão recente sobre atribuições de responsabilidade no âmbito da ética climática.

Biografia do Autor

Marcelo de Araujo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Departamento de Filosofia, e Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Direito.

Marcelo de Araujo obtained his PhD in philosophy at the University of Konstanz, Germany, in 2002. He teaches ethics and philosophy of law at the c. He has an interest in the tradition of the social contract, bioethics and international relations theory. His publications include “Kontraktualismus“, in: Menschenrechte: Ein interdisziplinäres Handbuch, ed. Lohmann and Pollmann, Stuttgart: Metzler, 2012, p. 193-198; and “Hugo Grotius, contractualism, and the concept of private property: an institutionalist interpretation”, in: History of Philosophy Quarterly, vol. 26, 2009, p. 353-371.

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Publicado

2023-07-26

Edição

Seção

Artigos