Formalismo e Logicismo na recepção da filosofia kantiana:

o esquecimento da antropologia de Kant em uma breve vista sobre os séculos XIX e XX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.4013/fsu.2023.242.02

Palavras-chave:

Logicismo, Formalismo, Neokantismo, esquecimento da antropologia.

Resumo

Pensamos que apesar de Kant inaugurar sua filosofia crítica tratando das condições de possibilidade formais para resolução de problemas (filosofia crítica), ele avança na década de 1790 em direção a estabelecer a antropologia como finalidade da sua filosofia. Considerando isso, o objetivo deste escrito é mostrar que a recepção da filosofia kantiana nos séculos XIX e XX foi logicista e formalista, ressaltando bem mais sua base transcendental que pragmática (em sentido kantiano). Desse modo, o retorno a Kant, promovido pelo Neokantismo, contribuiu para o esquecimento e não tematização da centralidade da sua antropologia, pois se voltou às condições de possibilidade para a consolidação das ciências na segunda metade do século XIX e legou ao kantismo do século XX modelos interpretativos de viés logicista a analítico, deixando de lado qualquer reflexão profunda sobre a parte empírica de sua filosofia, posto considerá-la impura. Também pontuaremos que a própria ciência etnográfica desconsidera qualquer herança de Kant em sua constituição. No final, provaremos estatisticamente, por meio da análise do centenário histórico da revista Kant Studien que houve um baixíssimo volume de textos sobre temas pragmáticos. A antropologia de Kant foi esquecida pela fortuna crítica, quando deveria ter sido posta como central.

Biografia do Autor

José Henrique Alexandre de Azevedo, UEC

Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, CE, Brasil.

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Publicado

2023-07-26

Edição

Seção

Artigos