CULTURA DE SEGURANÇA NA INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE A PARTIR DA INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE
DOI:
https://doi.org/10.4013/base.2026.231.13Palavras-chave:
Cultura de segurança, Inovação, Indústria de celulose e papelResumo
Este artigo tem como objetivo avaliar a influência das práticas de cultura de segurança na inovação. A pesquisa caracteriza-se por ser quantitativa e descritiva cujo método utilizado para o tratamento e análise dos dados foi a análise de correlação canônica. A amostra foi composta por 189 respondentes, pertencentes ao segmento de celulose e papel, a partir de uma survey, sendo coletada por acessibilidade e conveniência. A pesquisa evidenciou que as práticas de cultura de segurança e inovação estão correlacionadas, pois a força de associação entre as dimensões apresentou um coeficiente de variação alto e significativo (0,749 – p-value de 0,000), um R2 canônico considerável de 0,5610 e um Lambda de Wilks (0,341) próximo de zero. Observou-se também, de forma mais expressiva, que quanto menor a participação dos funcionários nas práticas de cultura de segurança, menor a condição inovadora da organização. A utilização de empresa e segmento de mercado único considerando uma visão transversal pode ser considerada uma limitação do estudo, pois os dados podem não expressar os resultados que seriam obtidos se analisados em empresas e segmentos de mercado díspares. O estudo permite que gestores de diferentes áreas entendam quais práticas de cultura de segurança devem ser priorizadas para influenciar a inovação, contribuindo assim para a criação de ambientes mais seguros e saudáveis, para um processo duradouro de desenvolvimento da inovação. Este estudo permite às organizações mensurar as práticas de excelência e as que devem ser aprimoradas na gestão da cultura de segurança, construindo um referencial para o desenvolvimento de estratégias voltadas para a inovação.
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