Políticas de retenção de caixa: velocidade de ajuste do caixa e o efeito de empresas restritas e não restritas financeiramente
DOI:
https://doi.org/10.4013/base.2026.231.12Palavras-chave:
Retenção de caixa, Velocidade de ajuste, Restrição financeiraResumo
O estudo investigou o efeito da restrição e da irrestrição financeira na velocidade de ajuste ao nível alvo do caixa corporativo das empresas no Brasil. Para isso nós usamos uma amostra de 344 companhias abertas não financeiras com ações negociáveis na Brasil, Bolsa, Balcão no período de 2012 a 2020, e aplicamos modelo de ajuste parcial com a aplicação do Método dos Momentos Generalizados (GMM) a fim de dar maior tratamento aos problemas de endogeneidade. Para testar as relações investigadas, usamos como critérios o pagamento de dividendos e o tamanho da empresa para a classificação das empresas da amostra como restritas e como irrestritas financeiramente. Para ambos os critérios, nossas evidências empíricas contrariam a literatura prévia ao não indicarem uma relação significativa entre a restrição financeira e a velocidade de ajuste do caixa. Identificamos, no entanto, que a irrestrição financeira afeta essa velocidade de ajuste, especificamente quando consideramos o critério de pagamento de dividendos. Verificamos, assim, que empresas que pagam altos dividendos demoram mais para ajustar seus níveis de caixa ao caixa-alvo relativamente às demais empresas, o que pode estar relacionado à menor preocupação com a retenção de caixa por motivos de precaução nestas empresas por estas terem a opção de cortar dividendos como forma de obter recursos quando necessário. O estudo é importante para os gestores de empresas e financistas pois permite melhor compreensão sobre o papel que a restrição e a irrestrição financeira, além de outras características da empresa, podem exercer na gestão do caixa corporativo.
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