Controvérsias em torno da constitucionalidade da autonomia universitária no Peru
DOI:
https://doi.org/10.4013/rechtd.2026.182.04Resumo
Em 2014, entrou em vigor no Peru uma nova lei universitária que regulamenta a criação, o funcionamento, a supervisão e o encerramento de universidades públicas e privadas por meio de licenciamento para serviços de ensino superior. Essa lei permite a negação do licenciamento e a cessação das atividades em caso de descumprimento dos padrões mínimos de qualidade. Inicialmente, sua constitucionalidade foi questionada e rejeitada, mas o Tribunal Constitucional acabou por declarar a Lei 30220 constitucional. Posteriormente, com a promulgação da Lei 31520, em julho de 2022, surgiram diversas denúncias, principalmente referentes à alegada violação da autonomia universitária devido à nova composição do conselho diretor da SUNEDU (Superintendência Nacional do Ensino Superior). Isso gerou intensas controvérsias que opõem o direito à educação de qualidade ao direito à autonomia universitária. Até o momento, o Tribunal Constitucional decidiu a favor da liminar impetrada pela SUNEDU e, consequentemente, suspendeu a Lei 31520 até que os representantes das universidades públicas sejam eleitos de acordo com a nova lei. Este artigo busca analisar e resolver essa controvérsia a partir de uma perspectiva acadêmica, doutrinária e jurisprudencial, contribuindo para o debate constitucional sobre universidades na América Latina.
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