Monitoramento, vazamentos e anonimato nas revoluções democráticas das redes sociais da internet

Fabio Malini, Henrique Antoun

Resumo


A censura na sociedade disciplinar moderna se caracterizava negativamente pela proibição de narrar certos acontecimentos de certos modos e positivamente pela obrigação de narrar certos acontecimentos dentro de uma determinada maneira de interpretar. A figura do policial burocrata, sob a forma do censor, caracteriza esse modo de exercer o comando na esfera do consenso social. O censor inserido entre o meio e seu público tornava-se o editor final das narrativas veiculadas. Na pós-modernidade o monitoramento do que é dito por meio dos diferentes canais, a forma mercatorial publicitária de construção de consenso e a utilização os serviços de advocacia por meio das leis que giram em torno da questão da propriedade intelectual exercem o controle sobre as narrativas. A Internet permite o pleno monitoramento e vazamento daquilo que nela circula, impedindo o controle advocatício da circulação das narrativas. As lutas biopolíticas por meio do anonimato e do vazamento fazem valer a franqueza como forma de luta para a construção democrática dos novos modos de viver e de governar. 

Palavras-chave: internet, cibercultura, protestos.


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