Indisciplina e violência na escola: reflexões no (do) cotidiano

Luciene A. M. Naiff

Resumo


A sociedade moderna funda o poder disciplinar que organiza o funcionamento social em prol da produção de um sujeito homogeneizado e adaptado. O chamado sujeito da moral emerge desse contexto como o cidadão idealizado pelos padrões sociais. A escola é um importante difusor dessa lógica e produz, na sua interioridade, uma classificação dos sujeitos quanto à aptidão para desempenharem sua função na sociedade. Comportamentos indisciplinados e violentos são considerados disruptores e são punidos com o rebaixamento daqueles que dele se servirem, usando-se, nesse sentido, não mais a violência, mas a exclusão. A indisciplina precisa ser vista como um movimento de crítica e questionamento à ordem estabelecida, fato que deve gerar reflexão, em vez de provocar, na escola, o silenciamento. Dessa experiência, a escola pode construir caminhos de diálogos e de participação coletiva e ampliar as leituras possíveis, de modo a favorecer o agenciamento de desejos.

Palavras-chave: indisciplina, violência, escola, exclusão.

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