Inglês em tempos de globalização: para além de bem e mal

Ana Antônia de Assis-Peterson, Maria Inês Pagliarini Cox

Resumo


Este trabalho relembra três leituras para o fenômeno do vínculo inalienável entre globalização e inglês: a leitura ingênua, que vê a mundialização da língua como natural e neutra; a leitura crítica, fortemente timbrada pela ideologia nacionalista e anti-imperialista, que a interpreta como mais uma instância da dominação americana sobre o mundo; e a leitura crítica da leitura crítica, que aponta os limites da posição anti-imperialista na nova ordem mundial posta pela globalização. Contudo, qualquer que seja a leitura, ninguém quer/pode esperar mais para aprender inglês. Essa urgência nos coloca cara a cara com a ineficiência histórica da escola pública para ensinar língua estrangeira, prerrogativa dos cursos livres de idiomas, situação que vinha/vem fazendo do domínio do inglês, entre outras línguas, um capital cultural garantido apenas para filhos das classes mais abastadas. Para esses, começa a assomar no horizonte também as chamadas escolas bilíngües. E para os outros, os desvalidos da sorte?

Palavras-chave: globalização, educação pública, ensino-aprendizagem de LE.

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