Interação, múltiplas semioses e corpo: uma interlocução com Charles Goodwin

Liliana Cabral Bastos

Resumo


Neste artigo são apresentadas questões em torno da obra de Charles Goodwin, conforme a proposta do Congresso Internacional Linguagem e Interação II. Após uma breve contextualização geral da pesquisa de Goodwin, são retomados aspectos específicos do trabalho encaminhado ao plenário do evento, entre os quais destacam-se: a crítica ao logocentrismo, a crítica aos modelos de interação de Goffman e Bakhtin, a visão da corporificação como um fenômeno social, a visão do afásico como um interlocutor competente e a visão do aprendizado profissional como uma ação colaborativa  corporificada. A seguir, são identificados alguns pontos de discussão entre a perspectiva de trabalho de Goodwin, desenvolvido na tradição da Etnometodologia e da Análise da Conversa, e a perspectiva da autora, que se posiciona na tradição da análise sociointeracional do discurso em interface com a análise da narrativa. Entre outras, são levantadas questões relativas à natureza do sistema multissemiótico proposto, sobre a possibilidade de diálogo entre diferentes visões sociais da corporificação e da emoção, e sobre a integração de perspectivas históricas, hierárquicas e morais à microanálise multimodal.

Palavras-chave: interação, multimodalidade, corporificação, ação colaborativa, emoção.


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