Uma janela para a paisagem

Ana Renata Silva Santos, Bárbara Cardoso Tenório, Helen Maria Palmeira Medeiros, Ana Rita Sá Carneiro Ribeiro, Vera Lucia Mayrinck de Oliveira Melo

Resumo


Este artigo discute como a arquitetura do edifício, por meio do enquadramento da janela, pode estimular a apreciação da paisagem e provocar o observador a envolver-se com ela. Essa temática se desenvolve na perspectiva da noção de paisagem ocidental, que nasce no século XV através da pintura, por meio da representação da natureza. Na arquitetura, a janela assume o papel da moldura à semelhança do quadro na pintura, enquadrando porções da paisagem. Nesse sentido, as janelas proporcionam um meio à compreensão da noção de paisagem dada sua posição de mediação entre espaço exterior e interior. Ao enquadrarem uma cena externa trazendo-a para o interior do edifício, as janelas permitem que o observador atribua significado ao espaço externo, percebendo-o como paisagem. É através da janela, portanto, que a natureza é enquadrada e transformada em paisagem, permitindo que o infinito caiba no finito, o invisível se ache no visível, e, assim, a paisagem seja vislumbrada entre as linhas da moldura. O enquadramento, permitindo que determinada porção da natureza seja recortada, torna-se o meio imprescindível à percepção da paisagem.

Palavras-chave: paisagem, janela, enquadramento.


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Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha©.

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