Como nascem os cactos: o devir de uma nova história do político
DOI:
https://doi.org/10.4013/rlah.v5i16.624Palavras-chave:
Política, Relações de poder, Historiografia.Resumo
O Brasil enquanto nação apresenta-se em seus diversos períodos históricos com características extremamente particulares. A queda do estado novo, tirando Vargas do poder, traz consigo um período que ficou conhecido como democrático, pois chegando ao fim um período ditatorial, dominado por Getúlio Vargas, inicia-se um dos primeiros momentos onde, muito mais que na República Velha, o voto popular teve grande impacto decisório na organização da política nacional. Assim, entre o período de 1945 a 1964, configuraram-se alterações na formação político/partidária e político/econômica. Caracterizando-se como um novo “jeito” de fazer política. Dentre as diversas forças que regem as ideologias e as discussões políticas, as relações de poder foram uma das principais dinâmicas que historicamente constituem a política brasileira, mas não apenas a nossa política, como também regem todas as manifestações sociais e culturais de nosso cotidiano. Nessa perspectiva, este trabalho propõe uma discussão acerca de como surge e se perpetuam uma perspectiva política. Partindo também de uma discussão teórica, dialogamos com autores como Norberto Bobbio, Monique Cittadino, Boris Fausto e Victor Nunes Leal dentre outros, buscando compreender as relações de poder e a cultura política vigente no período.