Mercados de trocas e moedas sociais em Portugal continental: os desafios de uma cultura de emancipação social
DOI:
https://doi.org/10.4013/otra.2014.815.08Resumen
Propondo novas formas de sociabilidade, as redes solidárias de troca adotam, em geral, uma lógica não-capitalista de funcionamento, o que significa a valorização de outros modos de produzir e reproduzir a vida. Como fenômeno social, estes circuitos de troca usualmente são atrelados à necessidade primeira de aquisição de bens básicos em contextos de precariedade econômica. Apesar desta tendência, estes mercados solidários, também chamados de feiras de troca, não param por aí: criam um círculo virtuoso de abundância e fazem-nos repensar, também, as práticas de consumo correntes. Atualmente, verificamos, em Portugal, a emergência e a expansão destas iniciativas, que se destacam pela sua capacidade de criar, mobilizar e fortalecer redes nas comunidades. Algumas delas adotam moedas sociais com o objetivo de facilitar a circulação dos bens e serviços trocados. Neste artigo, pretendemos fazer um levantamento exploratório das moedas sociais ativas em Portugal, discutindo seu papel e receptividade nas feiras de troca. Também buscamos saber em que medida é possível falar em emancipação social no âmbito destas experiências.
Palavras-chave: mercados de trocas, moedas sociais, emancipação.
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