Percepção sonora como potência para novos padrões comunicativos

Autores

  • Daniele Fernandes PUC-SP

DOI:

https://doi.org/10.4013/fem.2017.191.08

Resumo

Temos por objetivo demonstrar que a percepção do aspecto caótico do ambiente midiático sonoro é potência para gerar novos padrões comunicativos. Para isso, exploramos a relação da sonoridade e, particularmente, da música, com a indeterminação. Seja como acaso ou como caos, a indeterminação parece ser apontada como um desencadeador de modificações cognitivas, tanto pela semiótica de Peirce como pelo pensamento de Deleuze e Guattari, nossas bases teóricas. Inicialmente, investigamos, sob o ponto de vista da neurofisiologia, como uma sonoridade organizada pode emergir de um ambiente caótico. Na sequência, procuramos entender o trabalho de Cage e Boulez, mostrando o acaso e a indeterminação como potência para pensar a música. Então, colocamos o que foi exposto em relação à semiótica peirciana e ao conceito de plano de imanência de Deleuze e Guattari. Por fim, procuramos sugerir maneiras de tornar a comunicação efetiva do ponto de vista sonoro, apta a lidar com a escuta em um ambiente midiático ruidoso e, assim, produzir mudanças cognitivas.

Palavras-chave: percepção sonora, semiótica peirciana, virtualidade, ambiente midiático, indeterminação, cognição.

Biografia do Autor

Daniele Fernandes, PUC-SP

Doutora em Comunicação e Semiótica (PUC-SP). Graduada em Arquitetura e Urbanismo (UNESP). Pesquisadora de Pós-doutorado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital (PUC-SP). Pesquisadora do grupo do CNPq-TransObjetO. E-mail:cyberdany@gmail.com.

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Publicado

2017-02-03

Edição

Seção

Artigos de Temáticas Livres