Estabelecendo a diferença, 1931-1951: o arquiteto moderno carioca demarca seu campo
DOI:
https://doi.org/10.4013/arq.2013.91.05Resumo
O artigo discorre sobre o contexto formativo e construtivo do arquiteto na virada dos séculos XIX-XX, caracterizando o que o aproximava ou afastava do engenheiro. Identifica quando se torna premente a distinção entre os dois campos e de que forma ela representará uma estratégia importante na garantia, mais do que apenas de direitos e deveres de cada um dos profissionais, de um “caráter” nacional personalíssimo à arquitetura moderna do Rio de Janeiro, permitindo-lhe a explicitação de seus objetivos. Será a preocupação com a especificidade, imagem e relevância da profissão que impulsionará o fortalecimento da classe até fins dos anos 1950, quando a construção de Brasília irá representar o ápice do atributo da criatividade e “excepcionalidade” plástico-formal do arquiteto carioca, assim como atestar e distinguir a complementaridade técnico-construtiva com que passou a lhe servir o engenheiro.
Palavras-chave: ensino acadêmico, campo profissional do arquiteto, arquitetura moderna no Rio de Janeiro.
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